A Descoberta da Estrela Companheira Siwarha de Betelgeuse
A astrônomos finalmente desvendaram um dos mistérios mais intrigantes do espaço ao confirmar que a supergigante vermelha Betelgeuse não está sozinha. Revelou-se que essa estrela famosa, visível em nosso céu noturno, tem uma companheira conhecida como Siwarha, que orbita tão próxima que literalmente atravessa a atmosfera externa da gigante. Essa descoberta, realizada com a ajuda do telescópio Hubble, traz respostas para a variação peculiar e regular do brilho de Betelgeuse, um enigma que cientistas tentavam resolver há décadas.
Como foi feita a descoberta
Após um monitoramento contínuo que durou cerca de oito anos, pesquisadores do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithsonian conseguiram identificar um sinal claro da presença de Siwarha. Esse sinal se apresenta como um rastro denso e turbulento de gás, que é deixado sempre que a estrela companheira passa na frente de Betelgeuse.
Esse rastro serve como uma impressão digital cósmica, uma prova palpável de que algo está afetando o comportamento da estrela gigante. A descrição deste fenômeno é semelhante a um barco cortando a água: mesmo sem ver o casco, as ondulações geradas na superfície da água indicam claramente que algo está ali. Da mesma forma, as alterações na luz emitida por Betelgeuse aparecem registradas nos dados do Hubble como mudanças sutis, mas consistentes.
Essas variações são mais evidentes no espectro de luz, especialmente em linhas associadas ao ferro ionizado. Os pesquisadores também notaram alterações na velocidade e direção dos gases na atmosfera externa de Betelgeuse, reforçando a ideia de que um objeto em movimento estava perturbando esse material.
Notavelmente, esse padrão acontece em um ciclo bem definido, a cada 2,1 mil dias. Esse é o tempo necessário para que Siwarha complete uma órbita e interaja com Betelgeuse do nosso ponto de vista. Os dados observacionais confirmam modelos teóricos que sugeriam a existência de um “período secundário longo” no brilho da estrela. Fisicamente, o que acontece é um choque, onde a estrela companheira concentra gravitacionalmente o vento estelar, criando um cone de gás comprimido que se expande lateralmente à velocidade do som nesse ambiente, uma assinatura que a equipe do Hubble conseguiu rastrear com precisão.
O impacto de Siwarha no entendimento das supergigantes
A nova estrela companheira, Siwarha, cujo nome significa “O Bracelete” em árabe, é uma referência à etimologia de Betelgeuse, associada à mão da figura mitológica de Órion. Embora Siwarha tenha uma massa menor comparada à imensa Betelgeuse, sua influência é significativa o suficiente para moldar a atmosfera da supergigante.
Localizada a cerca de 650 anos-luz da Terra, Betelgeuse possui um volume colossal, capaz de comportar aproximadamente 400 milhões de sóis. Essa combinação de proximidade e grandeza oferece um laboratório natural único para astronomia, permitindo que cientistas realizem observações diretas de processos que são impossíveis em estrelas mais distantes.
Com a confirmação de Siwarha, um longo debate na comunidade científica chega a um desfecho. Durante anos, cientistas especularam que as variações no brilho de Betelgeuse poderiam ser causadas por nuvens de poeira, células gigantes de convecção ou até mesmo atividades magnéticas. Agora, essas teorias não foram totalmente descartadas, mas tornam-se secundárias em relação a uma causa principal e comprovada.
A importância do estudo das estrelas supergigantes
Entender a interação entre Betelgeuse e Siwarha é de extrema importância, especialmente porque estrelas como Betelgeuse estão na fase final de suas vidas. A maneira como elas perdem massa antes de uma eventual explosão em supernova influencia diretamente o tipo de supernova que elas produzem. A presença de uma estrela companheira pode alterar esse processo, oferecendo pistas valiosas sobre como essas gigantes evoluem até o colapso final.
Atualmente, Siwarha está oculta atrás do disco de Betelgeuse da nossa perspectiva. No entanto, astronomos estão ansiosos pelo próximo capítulo dessa história. Espera-se que a estrela reapareça para observações diretas em agosto de 2027, quando novas informações poderão refinar ainda mais nossa compreensão sobre essa complexa interação entre estrelas e trazer um novo olhar sobre a evolução das supergigantes.



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